Coopervitae

Fairtrade desperta interesse de comprador holandês

por Editor

Em visita a nove produtores e duas cooperativas mineiras certificadas em Comércio Justo, um dos maiores compradores mundiais de café, Niels Douqué, avaliou a lavoura e a qualidade do café da região e verificou se as cooperativas atendem às exigências sócio-ambientais do movimento.

Para o presidente da União dos Pequenos Produtores de Café Especial dos Martins (Unipcafem), Guido Reguin, a certificação só traz benefícios. “Quando produzimos um café de qualidade, nos preocupamos com uma produção sustentável e realizamos benfeitorias para comunidade, preparamos o futuro e rentabilidade de todos, evitando o êxodo rural”, afirmou.

A gerente da unidade de mercados e relações internacionais do Sebrae em Minas, Raquel Brasil, destacou que a Agenda de Relacionamento é a oportunidade para o contato direto entre cafeicultores e o comprador holandês. “O empresário pretende realizar negócios em longo prazo. Por isso, quis conhecer a lavoura, produtores e estrutura dos cafeicultores do Sul de Minas”, comentou.

Na opinião do representante da Cooperativa Agropecuária dos Produtores Orgânicos de Nova Resende (Coopervitae), Gastão Goulart, a visita do empresário holandês serve para que o produtor conheça as exigências do mercado. “Responsabilidade social e qualidade do café são essenciais para que seja estabelecida uma parceria duradoura com o comprador internacional”, considerou.

Niels Douqué afirmou que a realização de negócios no Fairtrade beneficia compradores e produtores de café. “O reconhecimento e valorização do trabalho que os produtores promovem em suas comunidades é importante para o consumidor internacional. Sabemos que o café produzido não utiliza mão-de-obra infantil ou escrava e que a produção não perturba o meio ambiente”.

No Fairtrade, as relações entre compradores e vendedores baseiam-se em princípios como transparência e co-responsabilidade na gestão da cadeia produtiva e comercial, pagamento de preço justo pelo produto e um bônus revertido à comunidade. Outros princípios são o respeito ao meio ambiente, não utilização de trabalho escravo, sustentabilidade ambiental, respeito à legislação e às normas trabalhistas.

Fonte: CaféPoint

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